O QUE É PERSONAL??



Treinador pessoal (do inglês personal trainer) é um profissional obrigatoriamente com formação em EducaçãoFísica e habilitado através do CONFEF, que está capacitado aministrar e supervisionar os treinamentos seguindo os objetivos de quem o contrata e respeitando os Princípios Básicos do Treinamento.


domingo, 20 de novembro de 2011

O que é 'Zona Alvo'?

Como entender melhor as zonas de treinamento - ou de frequência cardíaca - e usá-las a favor do seu treino.


Se você tem vontade de calçar os tênise ir logo às ruas, atenção: antes de começar a treinar, visite um especialista para a realização de um exame ergométrico ou ergoespirométrico — este último permite identificar as zonas ideais para o treinamento aeróbio — com a finalidade de analisar a resposta hemodinâmica, ou seja, a pressão e o movimento da circulação sanguínea, e das frequências cardíacas. “As zonas de treinamento, também conhecidas como ‘zonas-alvo’, são aliadas do corredor”, diz Fernando Pessoa, professor da Race Consultoria Esportiva.Elas servem de parâmetro para determinar a intensidade da atividade física. “Isso fará com que se trabalhe a carga de exercício com mais segurança. Assim, você treina com o condicionamento físico dentro do limite do seu corpo”, explica. Zonas de treinamento são definidas por faixas de frequência cardíaca e visam delimitar o tipo de estímulo a ser aplicado ao corredor. “Enquanto pessoas menos condicionadas devem treinar em zonas menos intensas, corredores treinados precisam de maiores esforços para continuar evoluindo”, esclarece Renato Dutra, supervisor técnico da Run&Fun; Assessoria Esportiva.O importante é que seja respeitada a individualidade do atleta. “É melhor que o corredor seja orientado por um treinador. Se isso não for possível, ele pode avançar de zona caso não sinta muita fadiga nem dores musculares depois dos treinos”, explica Dutra. “Além disso, deve permanecer entre duas a três semanas no mesmo nível, até que a intensidade ou duração aumentem”, complementa. Há duas maneiras de se medir a frequência cardíaca: pelos monitores de frequência cardíaca (ou frequencímetros) que oferecem essa função e usando a Fórmula de Karvonen, na qual você diminui sua idade de 220. “Mas é uma fórmula sujeita a erros”, alerta Dutra.


Faixas de frequência


Há cinco zonas de treinamento


Para os iniciantes, a zona de manutenção é a mais recomendada, já que usa de 50% a 60% da FC máx. (frequência cardíaca máxima). Além disso, é considerada uma corrida para restauração. “Essa zona de treino é bem confortável e a mais utilizada para iniciantes ou treinos mais suaves”, explica Fernando Pessoa.


A zona aeróbia lipolítica tem como principal fonte energética a gordura. Esse treino, feito principalmente para a perda de peso, usa de 60% a 70% da FC máx. e deve ser aliado ao consumo de proteínas.


Quando o atleta quer adquirir resistência física, usa de 70% a 80% da FC máx. por meio da zona limiar aeróbica. Esse treino, muito utilizado por atletas profissionais, visa o vigor muscular e a melhora no bombeamento e oxigenação do sangue. Após adquirir certa resistência física, o corredor não sentirá tanto o desgaste físico e passa a usar 80% a 90% da FC máx. com a zona mista. Com ela, a circulação do oxigênio no sangue e nos pulmões apresenta uma melhora.



A zona de esforço máximo utiliza entre 90% e 100% e é usada pelos atletas que precisam de explosão, como Usain Bolt nos 100 metros. O risco de lesão é alto e o treino deve ser intercalado com outros mais leves, como a zona de manutenção.




Por Gabriela Capo

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ALONGAMENTOS AQUECEM?




ATENÇÃO


ALONGAMENTOS NÃO AQUECEM COMO MUITOS FALAM, ELES RELAXAM A MUSCULATURA E JAMAIS DEVEM SER FEITOS COMO AQUECIMENTO E PIOR DIZENDO AINDA, QUE É PARA PREVENIR LESÕES.
ESSES EXERCÍCIOS RELAXAM A MUSCULATURA, POIS EXISTEM DUAS PROTEÍNAS CONTRÁTEIS CHAMADAS: ACTINA E MIOSINA.
QUANDO FAZEMOS ALGUM EXERCÍCIO ESSAS FICAM EM MOVIMENTO COMO CONTRAÇÃO E RELAXAMENTO E NO FINAL DO TREINO ELAS FICAM INTERAGIDAS, POR ISSO DEVE-SE ALONGAR PÓS TREINO. POIS ESTE PROCEDIMENTO FAZEM COM QUE ELAS VOLTEL AO SEU COMPRIMENTO NORMAL.
ANTES DOS EXERCÍCIOS É RECOMENDADO AQUECIMENTO, JÁ QUE ESTA É UMA FORMA DE PREPARAR O SEU CORPO PARA O EXERCÍCIO. ENTRE ELES SÃO: BICICLETA, CORRIDA NA ESTEIRA, POLICHINELO, TRANSPORT, EXERCÍCIOS LOCALIZADOS COM POUCA CARGA E ETC


Prof: Fábio Martins
Cref: 023553-RJ/G

Entenda como os hormônios podem ajudar a combater o envelhecimento

Quedas na taxas de produção hormonal levam ao envelhecimento, diz médico.Conheça os principais hormônios envolvidos no envelhecimento.

Os hormônios são mensageiros químicos do corpo que regulam o crescimento, o metabolismo e o desenvolvimento, controlam as funções de muitos tecidos, auxiliam as funções reprodutivas. “Estas substâncias estão para o nosso organismo assim como um soldado está para o quartel", compara o ginecologista Ítalo Rachid, diretor científico do Grupo Longevidade Saudável e membro da Academia Mundial de Medicina Anti-Aging.Rachid explica que os hormônios penetram o maquinário celular e, dentro do núcleo das nossas células, vão comandar um conjunto de reações e ordens que uma célula deve executar para se manter viva e se comunicar adequadamente com outras células.Em todas as pessoas, esse processo de produção de hormônios começa a ser afetado e reduzido a partir dos 25 anos. “E para renovar e reparar as células, é preciso fazer a modulação hormonal”.Rachid faz uma comparação interessante para explicar o processo: a nossa produção de hormônios com uma conta bancária. “Neste contexto, vamos pensar que a construção, reparação e otimização são os depósitos – o anabolismo - e os saques contra esta conta são os processos metabólicos. À medida em que envelhecemos, a produção de hormônios diminui e, com isso, reduzimos a capacidade de renovação e reparo, ou seja, vamos começar a entrar no vermelho a partir dos 30 anos, já que temos mais saques do que depósitos a partir desta idade. Esse desequilíbrio hormonal crônico e acumulativo é a pilastra mor dos processos degenerativos de envelhecimento”.Para o médico especialista em longevidade, os hormônios não diminuem porque envelhecemos. “Nós envelhecemos porque os hormônios caem”, afirma. Mas isso não significa que ao recuperar os níveis hormonais em queda, a pessoa ficará jovem para sempre. “Ao tratar, pode retardar o envelhecimento e reduzir doenças e danos no processo degenerativo”.Cada pessoa deve ser vista como um caso individual. Mesmo que duas pessoas tenham o mesmo sexo e idade, não significa que necessitam da mesma modulação hormonal.Dosagem hormonal“A modulação hormonal é o método através do qual, a partir de exames laboratoriais, traçamos o perfil hormonal do paciente detectando suas necessidades hormonais. Com isso, podemos iniciar um programa de equilíbrio metabólico para que o paciente atinja um padrão hormonal compatível com o que se deseja. A melhor curva hormonal é aquela comparável a nossa juventude plena, ou seja, próximo dos 18 a 25 anos. Portanto, para uma ótima resposta metabólica, buscamos resgatar níveis hormonais compatíveis com a juventude."Na modulação hormonal, a suplementação se dá através de hormônios e outros nutrientes, como aminoácidos, vitaminas e antioxidantes buscando atingir níveis hormonais compatíveis com os de nossa juventude ou inicio da vida adulta. Os hormônios utilizados para terapia são os conhecidos como bioidênticos, aqueles exatamente iguais aos produzidos por nossas glândulas. “Hoje, com a engenharia genética, modificamos o núcleo de uma bactéria e fazemos com que ela produza os hormônios tais quais os nossos, o que é um tremendo avanço científico”, comemora Rachid.O médico informa que existem sete grandes pausas (em analogia à menopausa) que podem acometer os seres humanos a partir dos 25-30 anos de idade (veja quadro ao lado). "A partir daí formamos um registro, como a nossa impressão digital, considerando a forma como essas quedas de hormônios ocorrem, a intensidade, qual está caindo mais ou menos”, explica Rachid. Por isso é tão importante que cada pessoa tenha um tratamento hormonal adequado.“Dosar hormônios é tão importante quando dosar glicemia, hemograma, colesterol. A dosagem hormonal deve fazer parte da rotina médica”, prega o especialista. E quem começa a fazer uso da terapia hormonal não significa que terá de fazê-la a vida toda. “O uso dos hormônios vai seguir uma rotina de avaliações periódicas. Depois de montado o programa de modulação hormonal, o paciente é orientado a voltar ao consultório num prazo máximo de 90 dias, para reavaliações clínicas e laboratoriais”.


Hormônios e o envelhecimento

Dehidro-Epi-Androsterona (DHEA): A glândula supra-renal é responsável pela produção de DHEA. É o hormônio mais abundante no corpo humano. Mas a produção chega ao seu pico por volta dos vinte e poucos anos. Quanto mais envelhecemos, mais cai o nível deste hormônio. A falta hormônio deste chama-se adrenopausa.

Pregnenolona: É um hormônio que é essencial para o funcionamento apropriado de todas nossas funções mentais. E, com idade, a pregnenolona diminui e provoca efeitos degradantes do envelhecimento. A pregnenolona é o precursor de todos os hormônios esteróides naturais incluindo a cortisona, a testosterona, o estrógeno, a progesterona, DHEA, e outras, dando-lhe uma variedade ampla de benefícios para a saúde. A queda deste hormônio se chama eletropausa.

Melatonina: É um neuro-hormônio produzido pela glândula pineal e, acredita-se, apresenta como principal função regular o sono. Esse hormônio é produzido a partir do momento em que fechamos os olhos. A falta deste é a melatopausa.

Estradiol: Hormônio produzido pelos folículos ovarianos e que determina as características sexuais femininas. O estradiol desempenha papel estratégico no corpo feminino. A queda deste hormônio se chama menopausa.TestosteronaA testosterona é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrada em ambos os sexos, o organismo de um adulto do sexo masculino produz em média cerca de vinte a trinta vezes mais a quantidade de testosterona do que o organismo de um adulto do sexo feminino. A queda de testosterona chama-se andropausa.

GH: É importante para o crescimento desde os primeiros anos de vida até o final da puberdade, em geral, entre os 15 e os 20 anos de idade. Possui também importantes funções no metabolismo, como reparo e restauro. A falta deste chama-se somatopausa.

T3: Hhormônio importante de tireóide. Atua estimulando o metabolismo. Com a queda deste hormônio, temos a tireopausa.


http://www.educacaofisica.com.br/noticias/entenda-como-os-hormonios-podem-ajudar-a-combater-o-envelhecimento
Por Márcia Moreno

domingo, 16 de outubro de 2011

Estudos mostram que passar horas malhando pode até engordar

Aumento da secreção do hormônio Grelina desperta a sensação de fome.Treinos intervAumento da secreção do hormônio Grelina desperta a sensação de fome.

Se já é chato perceber que as longas horas passadas na academia não consumiram um grama do seu peso, descobrir que o treino pode engordar é péssimo.A pior hipótese foi comprovada na Universidade de South Wales, na Austrália. O estudo conduzido pelo médico Steve Boutcher, do programa de pesquisas em exercícios, comparou dois grupos de 45 mulheres com 20 anos e um pouco acima do peso.As do grupo que fez um treino curto (20 minutos) de alta intensidade na bicicleta perderam em média 2,5 quilos em 15 semanas. As que treinaram por 40 minutos, pedalando em velocidade regular e contínua, ganharam 500 gramas no período.Outro trabalho, da Universidade do Oeste da Escócia, comparou os resultados obtidos com o treino curto intenso e o tradicional, longo e moderado, em 57 adolescentes, concluindo que o segundo leva sete vezes mais tempo para reduzir a gordura.Para ter uma amostra maior, pesquisadores do Waikato Institute of Technology e da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, juntaram 22 estudos sobre o tema. O levantamento mostrou que a perda de gordura é até duas vezes maior na atividade de alta intensidade feita por curtos períodos.Há dois anos, o advogado Sergio José dos Santos, 38, combinou boca fechada com treinos curtos e intensos para perder 20 dos 106 quilos que tinha na época. Atingiu seu objetivo.Já mais magro, o advogado mudou a maneira de malhar: começou a passar várias horas na academia, fazendo exercícios menos puxados de forma contínua, por um tempo maior."Eu gostava, saía muito disposto. Mas comecei a ganhar peso de novo. Parece que você se acostuma com o exercício, e o organismo estoca gordura de qualquer coisa que você come", diz ele, que há 20 dias voltou aos treinos de menor duração e maior intensidade. "Já estou emagrecendo", afirma.A malhação mais longa e moderada pode ser engordativa porque deixa a pessoa com muito mais fome quando acaba de treinar, levando-a a exagerar na comida sem perceber.


Mais Fome


Cientistas da Universidade de Munique sugerem que a culpa é do aumento da secreção de um hormônio chamado grelina, que desperta a sensação de fome no cérebro. Eles identificaram que a secreção desse hormônio aumenta bastante na atividade de longa duração. Nos treinos curtos, os níveis de grelina permanecem estáveis: aquela vontade de enfiar o pé na jaca não é despertada depois do exercício."O treino intervalado de alta intensidade queima muito mais gordura do que ficar horas na esteira em atividade moderada", diz o professor de educação física Carlos Klein, da consultoria Movimente-se, de São Paulo.Treino o quê? Intervalado, porque combina o exercício feito por alguns segundos quase no limite da capacidade máxima da pessoa (um "tiro" de corrida, por exemplo), seguido de descanso por mais ou menos o dobro de tempo.Na pesquisa neozelandeza, foram pedaladas rapidíssimas por oito segundos, seguidas de 12 segundos de descanso.A disputa para definir qual tipo de treino queima mais gordura não é nova. Até pouco tempo, a conclusão era a oposta: ficar mais tempo se exercitando em intensidade moderada era o canal para emagrecer.Isso porque, como a gordura é fonte de energia lenta, seria preciso treinar mais e em menor intensidade para usá-la como combustível.Na atividade de alta intensidade, a gordura também é mobilizada, só que em menor proporção comparada aos carboidratos. Mesmo assim, o gasto total é maior, diz Mauro Guiselini, mestre em educação física pela USP.A estratégia para treinar quase à exaustão é intercalar atividade e descanso. "Ninguém aguenta muito tempo", diz Saturno de Souza, diretor-técnico da Bio Ritmo.A vantagem é que, assim, a queima de gordura continua por mais tempo no pós-exercício, segundo Guiselini."Para perder um quilo você precisa gastar 7.000 calorias a mais do que as consumidas", diz o médico Turíbio Leite de Barros, da Unifesp."O aluno come bolo de chocolate com chantili, mas o prejuízo não se paga em duas horas de esteira."Um erro clássico é fazer horas de aeróbico, nada de musculação e eliminar carboidratos da dieta. "Aí o corpo usa proteína como fonte de energia e perde massa muscular. Qualquer carboidrato ingerido será transformado em gordura", diz Guiselini.Leite de Barros diz que o treino intervalado e intenso é menos monótono do que o "devagar e sempre".Outra vantagem, para o ator Gustavo Fernandes, 34, são os resultados. "Passar horas na academia não funcionou para mim." Há nove meses, faz o treino curto e focado, três vezes por semana. "Estou quase no peso."O arquiteto Reynaldo Rosemberg, 44, tem experiência semelhante. "Eu treinava cinco vezes por semana, ficava uma hora na esteira. Agora, faço aeróbico de 20 minutos e perco muito mais calorias."Muito bom, mas se esse treino emagrece mais, também machuca mais: aumenta o risco de tendinite, lesão articular, inflamações. "Na velocidade, é mais comum a pessoa fazer o exercício na postura errada, prejudicando toda a organização do corpo", alerta Leite de Barros.









































































































































































































CONCEITO DE SAÚDE



É o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade.

FONTE: (OMS) Organização Mundial da Saúde

Estudos mostram que passar horas malhando pode até engordar

Aumento da secreção do hormônio Grelina desperta a sensação de fome.Treinos intervalado de alta intensidade são indicados para evitar o problema.


Se já é chato perceber que as longas horas passadas na academia não consumiram um grama do seu peso, descobrir que o treino pode engordar é péssimo.A pior hipótese foi comprovada na Universidade de South Wales, na Austrália. O estudo conduzido pelo médico Steve Boutcher, do programa de pesquisas em exercícios, comparou dois grupos de 45 mulheres com 20 anos e um pouco acima do peso.As do grupo que fez um treino curto (20 minutos) de alta intensidade na bicicleta perderam em média 2,5 quilos em 15 semanas. As que treinaram por 40 minutos, pedalando em velocidade regular e contínua, ganharam 500 gramas no período.Outro trabalho, da Universidade do Oeste da Escócia, comparou os resultados obtidos com o treino curto intenso e o tradicional, longo e moderado, em 57 adolescentes, concluindo que o segundo leva sete vezes mais tempo para reduzir a gordura.Para ter uma amostra maior, pesquisadores do Waikato Institute of Technology e da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, juntaram 22 estudos sobre o tema. O levantamento mostrou que a perda de gordura é até duas vezes maior na atividade de alta intensidade feita por curtos períodos.Há dois anos, o advogado Sergio José dos Santos, 38, combinou boca fechada com treinos curtos e intensos para perder 20 dos 106 quilos que tinha na época. Atingiu seu objetivo.Já mais magro, o advogado mudou a maneira de malhar: começou a passar várias horas na academia, fazendo exercícios menos puxados de forma contínua, por um tempo maior."Eu gostava, saía muito disposto. Mas comecei a ganhar peso de novo. Parece que você se acostuma com o exercício, e o organismo estoca gordura de qualquer coisa que você come", diz ele, que há 20 dias voltou aos treinos de menor duração e maior intensidade. "Já estou emagrecendo", afirma.A malhação mais longa e moderada pode ser engordativa porque deixa a pessoa com muito mais fome quando acaba de treinar, levando-a a exagerar na comida sem perceber.


Mais Fome


Cientistas da Universidade de Munique sugerem que a culpa é do aumento da secreção de um hormônio chamado grelina, que desperta a sensação de fome no cérebro. Eles identificaram que a secreção desse hormônio aumenta bastante na atividade de longa duração. Nos treinos curtos, os níveis de grelina permanecem estáveis: aquela vontade de enfiar o pé na jaca não é despertada depois do exercício."O treino intervalado de alta intensidade queima muito mais gordura do que ficar horas na esteira em atividade moderada", diz o professor de educação física Carlos Klein, da consultoria Movimente-se, de São Paulo.Treino o quê? Intervalado, porque combina o exercício feito por alguns segundos quase no limite da capacidade máxima da pessoa (um "tiro" de corrida, por exemplo), seguido de descanso por mais ou menos o dobro de tempo.Na pesquisa neozelandeza, foram pedaladas rapidíssimas por oito segundos, seguidas de 12 segundos de descanso.A disputa para definir qual tipo de treino queima mais gordura não é nova. Até pouco tempo, a conclusão era a oposta: ficar mais tempo se exercitando em intensidade moderada era o canal para emagrecer.Isso porque, como a gordura é fonte de energia lenta, seria preciso treinar mais e em menor intensidade para usá-la como combustível.Na atividade de alta intensidade, a gordura também é mobilizada, só que em menor proporção comparada aos carboidratos. Mesmo assim, o gasto total é maior, diz Mauro Guiselini, mestre em educação física pela USP.A estratégia para treinar quase à exaustão é intercalar atividade e descanso. "Ninguém aguenta muito tempo", diz Saturno de Souza, diretor-técnico da Bio Ritmo.A vantagem é que, assim, a queima de gordura continua por mais tempo no pós-exercício, segundo Guiselini."Para perder um quilo você precisa gastar 7.000 calorias a mais do que as consumidas", diz o médico Turíbio Leite de Barros, da Unifesp."O aluno come bolo de chocolate com chantili, mas o prejuízo não se paga em duas horas de esteira."Um erro clássico é fazer horas de aeróbico, nada de musculação e eliminar carboidratos da dieta. "Aí o corpo usa proteína como fonte de energia e perde massa muscular. Qualquer carboidrato ingerido será transformado em gordura", diz Guiselini.Leite de Barros diz que o treino intervalado e intenso é menos monótono do que o "devagar e sempre".Outra vantagem, para o ator Gustavo Fernandes, 34, são os resultados. "Passar horas na academia não funcionou para mim." Há nove meses, faz o treino curto e focado, três vezes por semana. "Estou quase no peso."O arquiteto Reynaldo Rosemberg, 44, tem experiência semelhante. "Eu treinava cinco vezes por semana, ficava uma hora na esteira. Agora, faço aeróbico de 20 minutos e perco muito mais calorias."Muito bom, mas se esse treino emagrece mais, também machuca mais: aumenta o risco de tendinite, lesão articular, inflamações. "Na velocidade, é mais comum a pessoa fazer o exercício na postura errada, prejudicando toda a organização do corpo", alerta Leite de Barros.

domingo, 21 de agosto de 2011

Afastar distrações na hora de comer pode ajudar a manter o peso

Atitude aumenta a percepção das mensagens químicas que o corpo envia para mostrar que está satisfeito.


O segredo para manter o peso é simples. De acordo com pesquisas britânicas e americanas, basta não se distrair durante as refeições e se concentrar completamente no alimento. Comer dessa forma permite perceber as mensagens químicas que o corpo envia para mostrar que está satisfeito.
Um levantamento da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, constatou que os voluntários que se alimentaram sem prestar atenção ao que acontecia ao redor perderam uma média de três quilos durante o estudo.
Na Universidade de Bristol, na Inglaterra, 42 homens e mulheres receberam um almoço, sendo que metade jogou Paciência no computador enquanto saboreava as iguarias. Meia hora depois, todos ganharam biscoitos de chocolate e tiveram de lembrar o que haviam ingerido, na ordem correta. Os que se divertiram com o jogo de cartas se sentiram menos satisfeitos, comeram duas vezes mais bolachas e tiveram mais dificuldades no teste.
Acredita-se que a memória do que degustou desempenha um papel fundamental no amortecimento do apetite. Sendo assim, distrações impedem que as pessoas se lembrem com detalhes do cardápio e, portanto, as deixam com mais fome.
Comer muito rápido também provoca excessos. É que a digestão envolve uma complexa série de sinais hormonais entre o intestino e o sistema nervoso, e leva cerca de 20 minutos para que o cérebro registre que o corpo consumiu bastante.
Defensores da alimentação consciente aconselham mastigar lentamente e observar cor, cheiro, textura e sabor dos quitutes. Nem pense em se entreter com celular, TV, jornal. Reserve, pelo menos, 20 minutos para cada refeição. Quem acha difícil não devorar rapidamente o prato pode tentar segurar o garfo com a mão não-dominante.


http://www.educacaofisica.com.br/noticias/afastar-distracoes-na-hora-de-comer-pode-ajudar-a-manter-o-peso

sábado, 28 de maio de 2011

Tonificação da musculatura protege joelhos contra dores




Principais tipos de dores nos joelhos estão relacionados às lesões dos ligamentos.
Prática de atividade física com foco errado na intensidade é uma das causas.

Maior articulação do corpo humano, o joelho é responsável por suportar grandes demandas físicas, não só em atividades como caminhadas, marchas e corridas, mas também em práticas esportivas. Por fazer a ligação entre o quadril e os pés, tem papel importante na mobilidade corporal, viabilizando movimentos extensores e flexores.
"O joelho é constituído principalmente por duas articulações: a patelafemoral e a tibiafemoral, que funcionam em conjunto, permitindo movimentos simples como agachar ou subir e descer escadas. Essas articulações e seus ligamentos que são responsáveis por sustentar grandes impactos durante exercícios físicos, por isso é tão importante mantê-los protegidos de possíveis lesões", explica Everaldo Vasconcelos, fisioterapeuta especialista em ortopedia.
Vasconcelos também coordena o "Grupo do Joelho", formado por alunos de fisioterapia do Centro Universitário Barão de Mauá e que tem como objetivo auxiliar no tratamento de lesões de praticantes de atividade física e afirma que os joelhos estão entre as articulações mais afetadas na prática de atividades esportivas que exigem deslocamentos e mudanças de direção associadas com velocidade. É o caso do futebol, handebol, basquete e tênis.
Os principais tipos de dores nos joelhos estão relacionados às lesões dos ligamentos e lesões relacionadas à prática de atividade física sem um bom condicionamento físico.
"Os riscos de lesão, no entanto, podem ser menores com ações preventivas que abrangem trabalhos de fortalecimento, flexibilidade e de equilíbrio postural", afirma o fisioterapeuta.
Mas, se mesmo com a prevenção ocorrerem lesões durante a prática física, Vasconcelos recomenda a aplicação imediata de gelo no local e posteriormente uma consulta com um médico ortopedista e tratamento com fisioterapia.

Músculos da coxa fortalecidos

Segundo o educador físico Samuel Paião, da clínica Amarunthus, alguns fatores podem favorecer as lesões nos joelhos, como rompimento dos ligamentos, sedentarismo, uso de calçados inadequados, prática incorreta de atividade física e problemas de cartilagem no caso das mulheres, que possuem estrutura corporal diferente dos homens.

"Os joelhos são estruturados de forma a suportarem mais força do que velocidade. Por isso a alta incidência de lesões durante a execução de exercícios que exigem mudança rápida de direção. Exercícios com a finalidade de fortalecer os músculos das coxas são os mais indicados para proteger essas que são as mais complexas articulações do corpo", explica o educador físico.

Para garantir um bom condicionamento aos músculos que protegem os joelhos é preciso dedicação aos exercícios três vezes por semana. O treino deve começar com o aquecimento e priorizar o fortalecimento dos músculos anteriores e posteriores das coxas.

Dicas para um joelho protegido

:: Durante os treinos de musculação, procure exercitar a musculatura posterior e inferior das coxas de maneira equivalente. A descompensação entre as duas regiões aumenta o risco de lesões.

:: Atividades esportivas que exigem deslocamentos bruscos e mudanças de direção associados a alta velocidade estão entre as principais causas de lesões no joelhos.

:: Para manter a articulação saudável e livre de dores, evite usar saltos altos e finos por longos períodos, prefira o uso de tênis com sistema de amortecimento, principalmente durante a prática de atividades esportivas.

:: No caso de lesões nos joelhos, aplique imediatamente no local uma compressa de gelo. Não utilize bolsas de água quente, isso pode agravar a lesão.

:: Procure um ortepedista especialista em articulações e só retome os treinos após liberação médica.

Por Maria Fernanda Rodrigues

domingo, 10 de abril de 2011

A depressão está relacionada a disfunções cerebrais

Frequentemente associada ao estilo de vida e até mesmo a uma fraqueza psicológica, a depressão está mesmo ligada a uma disfunção nas regiões cognitiva e emocional do cérebro. É o que mostra um estudo recente apresentado no 23º Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia, que ocorre em Amsterdã. A partir dessa conclusão, os médicos podem tratar os pacientes de forma mais eficiente, levando em consideração fatores neurobiológicos - com precisão das áreas do cérebro afetadas - e não apenas comportamentais, enfatiza a pesquisa. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética. Os exames mostram que em pessoas depressivas ocorre uma ativação anormal do córtex pré-frontal médio - disfunção que explica o aparecimento de alguns sintomas, como o sentimento de culpa. Entretanto, depois de tratados com a medicação tradicional, alguns pacientes continuaram a apresentar determinadas anormalidades no cérebro. A descoberta indica que tratamentos posteriores, a exemplo das terapias cognitivas, são fundamentais para a redução dos riscos de um reaparecimento da doença. Dados apresentados durante o Congresso apontam que cerca de 40% dos pacientes com depressão conseguem uma melhora significativa a partir do uso de remédios, enquanto que 30% sofrem de depressão crônica. Veja.com

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mesmo na infância é possível fazer exercícios de força, indicam pesquisadores


Diz o senso comum que as crianças que exigem demais dos músculos ficam baixinhas, como as ginastas olímpicas, mas isso não é bem assim. Uma revisão científica recém-publicada pela revista americana Pediatrics mostrou que exercícios de força para crianças e adolescentes são benéficos e seguros – desde que sejam respeitadas as capacidades e limitações da idade. Estudos anteriores sugeriram que antes da maturação sexual não havia sentido em fazer exercícios de força, uma vez que a criança não teria produção suficiente de hormônios para impulsionar o crescimento dos músculos. Isso é parcialmente verdade. Por mais que se exercitem, crianças menores não ficam musculosas. Mas os pesquisadores já perceberam, também, que exercícios com pesos leves promovem ganho de força bem antes da puberdade. E não são prejudiciais. “Os riscos associados ao treino de força não são maiores que em outros esportes”, diz o pesquisador Avery Faigenbaum, professor de ciência do exercício em Nova Jersey. “A chave para um treino seguro é que haja supervisão qualificada, ambiente adequado e instruções de acordo com a idade.” Antes disso, porém, cabe a pergunta: faz bem para a criança ficar mais forte? “Faz muito bem para a postura”, diz Lauri Blair, treinador de levantamento de peso do Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo. Blair, que já formou vários atletas mirins na modalidade, diz que o levantamento de peso trabalha força, potência, equilíbrio, flexibilidade e coordenação motora. E indica esse tipo de exercício para meninos e meninas. “Os movimentos são simétricos e não provocam torções no tronco, como outros esportes que as crianças praticam”, diz. Um de seus alunos, Tauan Carlos Leão Silva, de apenas 10 anos de idade e 30 quilos, parece ter nascido para levantar pesos. Em apenas dois meses de treinos diários, exibe uma técnica admirável para tirar do chão uma barra com anilhas de madeira com 20 quilos e erguê-la acima da cabeça. Diz que quer ser campeão como o pai, atleta da modalidade. A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME) recomenda que as crianças façam atividades físicas diariamente. Exercícios ajudam a prevenir obesidade e doenças cardiovasculares na vida adulta. Mesmo quando doentes, as crianças não devem ficar paradas. “São raras as contraindicações absolutas ao exercício”, diz um documento da SBME. Na adolescência, as atividades intensas que envolvam impacto são importantes para aumentar a massa óssea e reduzir o risco de osteoporose mais tarde. Ficar só na natação, portanto, não é uma decisão acertada, pois na água não há impacto. Mas o ideal é se exercitar sem exageros. Transformar a criança em atleta antes dos 10 anos é quase sempre um equívoco. “Uma rotina exaustiva de treinos dificilmente faz a criança feliz”, diz Ana Célia Osso, coordenadora do Centro de Aprendizagem Desportivo do Clube Pinheiros. Além disso, antes da puberdade o corpo ainda não manifesta seu potencial real. “As características genéticas que favorecem determinadas habilidades só se manifestam depois da maturação sexual”, afirma o fisiologista Paulo Zogaib. Que atividade física as crianças deveriam praticar então? Se possível, todas, dizem os especialistas. Mas sem se especializar em nenhuma. “É importante que a criança crie memória motora”, diz Zogaib. Ela deve experimentar movimentos variados e adquirir habilidades diversas. A melhor maneira de conseguir isso é fazendo o que elas mais sabem: brincar. Caminhar, correr, pular, lançar, chutar, esquivar-se, cair e se levantar, puxar e empurrar são movimentos naturais da criança – e extremamente importantes para seu desenvolvimento. Na Boobambu, uma academia infantil em Brasília, crianças de 6 semanas a 8 anos, separadas por faixa etária, brincam de exercitar o corpo. Clara Patriota, de 1 ano e 1 mês, faz aulas de ginástica para bebês desde os 7 meses, com a mãe, Gabryelle. Rampas, túneis e almofadas de formatos variados servem de obstáculos que as crianças transpõem. “Desde que ela estava na barriga eu a estimulo”, diz Gabryelle, psicoterapeuta musical. “Mas eu não poderia estimulá-la da mesma forma em casa. Aqui, o desenvolvimento dela é gritante.” Por Francine Lima Revisão científica da revista americana "Pediatrics" apontam benefícios. Veja o que é recomendado para cada faia etária.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Quem dorme pouco perde mais músculo e menos gordura

Pessoas que dormem menos de seis horas por noite têm mais dificuldade para perder gordura quando fazem dieta do que aquelas que dormem mais de oito horas.
De acordo com um estudo da Universidade de Chicago (EUA), quem está fazendo dieta e dorme pouco emagrece, mas a quantidade de gordura eliminada é quatro vezes menor do que a quantidade de massa magra perdida.
A pesquisa, publicada na revista "Annals of Internal Medicine", avaliou pessoas de 35 a 49 anos com obesidade ou sobrepeso. Os voluntários foram divididos em dois grupos e submetidos ao mesmo regime alimentar de restrição calórica.
A única diferença foi a quantidade de horas de sono -enquanto um grupo dormiu oito horas e meia por noite, o outro dormiu cinco horas e meia.
Depois de duas semanas, a média de perda de peso dos dois grupos foi a mesma: cerca de 3 kg. Mas houve uma diferença de 55% na quantidade de gordura perdida.
Quem dormiu menos eliminou cerca de meio quilo de gordura e 2,5 kg de massa magra. Já quem dormiu mais perdeu 1,5 kg de gordura.
Os participantes do estudo também foram questionados sobre a sensação de saciedade. Constatou-se que as horas a mais de sono também ajudaram a controlar a fome e diminuir o apetite.
De acordo com os pesquisadores, quem dormiu pouco teve uma produção maior de grelina, hormônio que provoca a fome e reduz o gasto energético.
Além de ter níveis maiores de grelina, essas pessoas produziram mais uma substância que aumenta o apetite: a grelina ácida.
Apesar dos resultados significativos, o estudo tem algumas limitações, como por exemplo o número de participantes, dez, considerado pequeno para resultados definitivos. Outra limitação é que a experiência durou apenas duas semanas.

Mesmo assim, os autores do trabalho acreditam que os resultados podem ajudar nos tratamentos de obesidade e distúrbios do sono.